A Polícia Civil de Três Pontas prendeu, na noite de terça-feira (4), uma servidora pública efetiva de 31 anos, investigada por suspeita de desviar recursos financeiros da Prefeitura de Três Pontas. A prisão preventiva e o mandado de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos durante uma operação realizada na residência da investigada, no bairro Vila Ipiranga, em Varginha.
A ação é resultado de um inquérito policial conduzido pela Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas, que apura, em tese, a prática dos crimes de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. As investigações tiveram início após a Prefeitura identificar, em auditoria interna, indícios de irregularidades em movimentações financeiras envolvendo a servidora, que atuava na Secretaria Municipal de Fazenda.
Assim que as suspeitas foram detectadas, a Administração Municipal adotou medidas para preservar a investigação, afastando preventivamente a servidora, registrando boletim de ocorrência e comunicando imediatamente a Polícia Civil e o Ministério Público.
Com base nas provas reunidas no início destas investigações, a Justiça expediu os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, que foram cumpridos pelos investigadores da Polícia Civil.
Durante as diligências, os policiais apreenderam diversos bens considerados de alto valor, além de dinheiro em espécie. Foram recolhidos R$ 6.629 em dinheiro, um notebook, aparelho celular, pendrives, cartões de memória, joias, um videogame Playstation 5 com dois controles, um robô aspirador, um projetor e outros equipamentos eletrônicos que poderão auxiliar no andamento das investigações.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de três veículos ligados à investigada: um Honda City Hatch avaliado em aproximadamente R$ 120,6 mil; uma motocicleta Honda de R$ 19,5 mil e registrada em nome da mãe da suspeita; e uma motocicleta Honda Lead que custa aproximadamente R$ 8 mil.

A servidora foi submetida a exame de corpo de delito, conduzida à Delegacia de Polícia Civil e, posteriormente, encaminhada ao sistema prisional de Varginha, onde permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações seguem sob segredo de Justiça. A Polícia Civil trabalha na análise do material apreendido e na apuração da origem dos bens encontrados, bem como na quantificação dos valores que possam ter sido desviados dos cofres públicos. Os investigadores também analisam extratos bancários e documentos financeiros que foram disponibilizados pela Prefeitura e poderão esclarecer a dinâmica dos supostos crimes.
Embora os valores oficialmente apurados ainda não tenham sido divulgados, as investigações apontam para um possível prejuízo expressivo aos cofres públicos, que pode ultrapassar os R$2 milhões.
A servidora foi asfastada imediatamente que o susposto desvio foi descoberto pela Prefeitura. A suposta fraude foi detectada em auditoria interna, que apontou indícios de possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras. Além de medidas administrativas para preservar a investigação, como o afastamento preventivo da servidora, foi registrado um boletim de ocorrência e a Polícia Civil iniciou as investigações com aval do Ministério Público. As investigações continuam. Ela deve responder por crimes nas esferas administrativa, cível e criminal.
