Marcha Azul reúne comunidade em manhã de conscientização sobre o autismo

 

A 3ª edição da Marcha Azul, promovida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), foi realizada na manhã do último sábado, no Parque Municipal Vale do Sol. O evento teve início com uma caminhada ao redor do lago e reuniu alunos, usuários, familiares, voluntários, diretoria da APAE e membros da comunidade em uma programação voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com a azul predominando — cor símbolo da causa — os participantes entraram no clima da campanha com pinturas, distribuição gratuita de pipoca e picolés, em parceria com o Lions Clube, além de participarem de diversas atividades sensoriais. As ações foram organizadas por profissionais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) e professores da Escola Pequeno Príncipe – ambos serviços da APAE.

A programação incluiu estações com experiências sensoriais, fundamentais no desenvolvimento de pessoas com TEA. As atividades também reforçaram a importância da atuação conjunta entre famílias, instituições e poder público na busca por políticas públicas eficazes e inclusivas.

A Superintendente da APAE de Três Pontas, Maria Rozilda Gama Reis, destacou que “a mobilização em torno da causa é permanente e tem ganhado ainda mais relevância nos últimos anos”. Segundo ela, um Seminário realizado recentemente com o tema TEA, apontou um crescimento significativo no número de diagnósticos, especialmente durante o período da pandemia, incluindo casos identificados em adultos.

Rozilda também enfatizou a importância do diagnóstico precoce. “A participação do bebê no Programa Olhar da APAE é fundamental, toda criança que nasce na microrregião de Saúde de Três Pontas passa pela APAE antes dos três meses de idade e realiza teste da orelhinha, logo após, é encaminhada ao Programa Olhar e acompanhada por uma equipe multidisciplinar, no caso de suspeita de diagnóstico de TEA, o trabalho de intervenção precoce já inicia”.

De acordo com Maria Rozilda, a identificação nos primeiros anos de vida — especialmente entre 1 e 4 anos — permite respostas mais eficazes ao tratamento. Atualmente, a APAE mantém parceria com o município com o Programa Educação Colaborativa, integrando as áreas de saúde e educação para promover a inclusão de pessoas com autismo. A instituição atende munícipes da microrregião de saúde de Três Pontas.

A vereadora Valerinha, o vice prefeito Maycon Machado, a Superitendência da APAE Rozilda Gama e o presidente da Câmara vereador Myller Bueno

Por meio do Programa Educação Colaborativa, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, também são realizadas avaliações multidimensionais que auxiliam na confirmação ou descarte do diagnóstico de TEA.

Hoje, a APAE de Três Pontas atende cerca de 165 alunos na área educacional, 80 na Programa da Educação Colaborativa e já na área da saúde, são acompanhadas, em média, 380 crianças de toda a região.

A Instituição oferece acompanhamento completo, que envolve desde o suporte às famílias — considerado essencial — até o atendimento com equipe multidisciplinar formada pelas áreas de neuropediatra, neurologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, enfermagem, nutrição, e a psicopedagogia. Além disso, há um trabalho específico voltado para a estimulação sensorial, considerada base no desenvolvimento das pessoas com Transtorno do Espectro Autista – TEA.

A APAE conta ainda com dois parques multisensoriais do tipo 6D, que proporcionam experiências importantes para o desenvolvimento das habilidades dos atendidos. Recentemente, a Instituição também teve aprovado, junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), um projeto a revitalização do Parque Aquático já existente na APAE denominado “Parque de Convivência Integrada” voltado para as pessoas com autismo, iniciativa que deve contribuir significativamente para avanços no tratamento e na qualidade de vida dos usuários.


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