Uma ação entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e a Polícia Militar (PMMG) resultou, nessa terça-feira (07/04), na desarticulação da cúpula de uma organização criminosa com atuação em diversos estados. A operação, denominada Última Ordem, teve como foco principal neutralizar lideranças que operavam no Vale do Jequitinhonha e na capital fluminense, interrompendo a cadeia de comando sobre os subordinados do grupo.
As diligências ocorreram de forma simultânea em Belo Horizonte, Nanuque, Teófilo Otoni e no Rio de Janeiro. Agentes concentraram as buscas em locais estratégicos para o bando. Ao final do dia, o balanço indicou o cumprimento de 50 mandados de busca e a prisão de 31 suspeitos.
Comando prisional e divisão de tarefas
O trabalho investigativo apontou que a liderança da organização, embora estivesse presa no Rio de Janeiro, mantinha a gestão das atividades ilícitas. Através de ordens diretas, o investigado controlava desde o fornecimento de entorpecentes até a determinação de mortes de oponentes.
A polícia identificou que o grupo tinha uma gestão setorizada, contando com núcleos responsáveis pelas finanças, pelo suporte logístico e por um agrupamento armado. Este último setor era encarregado de atos de violência e da captação de novos membros, incluindo mulheres e menores de idade.
Mobilização e itens apreendidos
A ofensiva contou com um contingente de mais de cem agentes, 40 viaturas e o suporte técnico da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do canil da PMMG.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram registradas três prisões em flagrante relacionadas ao comércio de drogas e à posse de moedas falsas.
As equipes recolheram centenas de porções prontas de cocaína, crack e maconha, além de celulares e documentos contábeis que detalhavam a movimentação financeira do tráfico. Todo o material será analisado para identificar novos desdobramentos da rede criminosa.
