Delegado detalha investigação que levou à prisão de servidora da Prefeitura suspeita de desviar recursos públicos

 

O delegado da Polícia Civil de Três Pontas, Dr. Guilherme Banterli Moreira, responsável pelas investigações que resultaram na prisão preventiva de uma servidora efetiva da Prefeitura de Três Pontas, de 31 anos, detalhou como foi conduzido o trabalho da equipe e afirmou que as apurações continuam para identificar outros bens e valores que possam ter sido adquiridos com recursos públicos desviados.

Segundo o delegado, a investigação teve início após a Delegacia de Polícia Civil receber um ofício encaminhado pelo Poder Executivo Municipal, acompanhado de uma ampla documentação produzida durante uma apuração interna realizada pela própria Prefeitura.

De acordo com Dr. Guilherme Banterli, a documentação apontava indícios de que a servidora, ao longo de vários anos, teria desviado recursos públicos em benefício próprio. Diante das informações, foi instaurado imediatamente um Inquérito Policial para aprofundar as investigações e o Ministério Público comunicado.

Durante a análise dos documentos, a Polícia Civil concluiu que havia elementos suficientes indicando que os desvios ocorreram por aproximadamente cinco a seis anos e envolveram uma quantia considerada expressiva de dinheiro público. Com base nas provas reunidas, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário por diversas medidas cautelares, entre elas a prisão preventiva da investigada, busca e apreensão domiciliar e o sequestro de bens móveis. Os pedidos receberam parecer favorável do Ministério Público e foram deferidos pela Justiça.

A operação foi deflagrada na terça-feira (04). A investigada foi localizada em sua residência, no bairro Vila Ipiranga em Varginha, onde foi presa preventivamente. Ela foi conduzida, acompanhada por seu advogado, à Delegacia de Plantão, passou por exame de corpo de delito e foi ouvida pela autoridade policial. Durante o interrogatório, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Após a conclusão dos procedimentos legais, foi encaminhada ao sistema prisional de Varginha, onde permanece à disposição da Justiça.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil localizou e apreendeu diversos bens de valor pertencentes à investigada. Também foram apreendidos três veículos, sendo um automóvel e duas motocicletas. Conforme explicou o delegado, as medidas têm como objetivo assegurar o eventual ressarcimento dos cofres públicos ao final do processo, caso a Justiça confirme a origem ilícita dos bens.

O delegado ressaltou que o valor total supostamente desviado não foi divulgado, já que o inquérito policial permanece em andamento e tramita sob segredo de justiça.

Dr. Guilherme Banterli destacou ainda que as investigações estão apenas em sua fase inicial e prosseguirão para identificar outras contas bancárias, patrimônios e eventuais bens adquiridos com recursos que teriam sido desviados. O objetivo, segundo ele, é ampliar a recuperação do patrimônio público e garantir que, ao término da investigação e do processo judicial, os valores eventualmente apropriados de forma ilegal sejam restituídos aos cofres do município.

A Polícia Civil reforçou que novas diligências serão realizadas nos próximos dias, enquanto o inquérito segue em segredo de justiça.


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