*Tribunal manteve a condenação em segunda instância e a sentença transitou em julgado, encerrando a possibilidade de recursos
Cipriano Gonçalves conhecido em Três Pontas por atuar como benzedor, preso pela Polícia Civil em junho de 2020 sob a acusação de estuprar um adolescente de 17 anos, foi condenado definitivamente pela Justiça a 12 anos e 10 meses de prisão. A condenação foi mantida em segunda instância e o processo transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso. O homem foi preso na última semana pela Polícia Militar que cumpriu o mandado de prisão expedido pela justiça.
O caso ganhou grande repercussão na época, tanto pela violência do crime quanto pela vulnerabilidade da vítima, um adolescente que sofre de problemas psiquiátricos. As investigações apontaram ainda a participação da esposa do benzedor, que também foi presa durante a operação policial.
Caso causou grande repercussão
O crime ocorreu no início de junho de 2020. Segundo as investigações da Polícia Civil, o adolescente procurou a residência do casal, no bairro Padre Vitor, para receber um atendimento de benzimento, já que o homem é conhecido por realizar esse tipo de prática religiosa.
De acordo com a apuração policial, enquanto estava na casa, o jovem foi amarrado com uma corda, teve a boca tapada para impedir que pedisse socorro e foi vítima de abuso sexual. Conforme a investigação, a esposa do suspeito auxiliou na imobilização do adolescente e também participou da violência.
Apos retornar para casa, o adolescente contou à família o que havia acontecido. O Conselho Tutelar foi acionado e a vitima foi levada ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde as médicos constataram lesões compatíveis com a denúncia e comunicaram o caso à Polícia Civil.
Depois do estupro, o adolescente sofreu um surto e precisou ser internado na Ala Psiquiátrica do Hospital São Francisco de Assis. Somente após receber atendimento especializado foi possível colher seu depoimento.
Na época, a Polícia Civil informou que adotou todos os e cuidados necessários para ouvir a vitima, em razão de sua condição psiquiátrica. Laudos médicos e psiquiátricos apontaram que o adolescente estava lúcido e apto a prestar declarações. Em depoimento, ele relatou detalhadamente a violência sofrida, versão que foi confirmada por outros elementos reunidos durante a investigação.
Com as provas obtidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do casal e pelo cumprimento de mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça. Os dois foram presos na manhã de 12 de junho de 2020.
Na ocasião o delegado responsável pelo caso afirmou que o investigado teria se aproveitado da confiança das pessoas neste tipo de serviço e da fragilidade do adolescente para cometer o crime”, ressaltou o delegado do caso na época Dr. Gustavo Gomes.
Cipriano já tinha passagens pela polícia por outros crimes sexuais e já havia sido preso.
